Imagem de capa: Denis Rizzoli — Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0.
O apoio de prefeitos tornou-se uma medida de capilaridade na disputa pelo governo do Espírito Santo. Levantamento publicado por A Gazeta em 10 de setembro apontou que 65 dos 78 chefes de Executivo municipais declaravam apoio a Ricardo Ferraço (MDB). Lorenzo Pazolini (Republicanos) aparecia com apoio declarado de dois prefeitos no recorte.
O número é politicamente relevante porque prefeitos mantêm redes locais e conhecimento das demandas municipais. Mas seria incorreto converter esse mapa de alianças em mapa de votos: prefeito não transfere automaticamente sua preferência ao eleitor.
Capilaridade ajuda, mas não controla o eleitorado
Alianças municipais facilitam agendas, mobilização e presença territorial. O peso efetivo varia conforme o município, a popularidade da liderança local e a autonomia dos eleitores.

O mapa ajuda a identificar grupos organizados em torno das candidaturas, mas não responde qual projeto é mais adequado nem antecipa o resultado. Uma leitura de qualidade combina alianças com propostas, histórico e mecanismos de transparência na relação entre Estado e municípios.
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